Na prática o que faz uma comercializadora de energia elétrica?

A atividade de uma comercializadora é muito mais do que comprar e vender energia de geradores a consumidores. Com a experiência e know-how da área do Front Office ou Mesa de Operações é possível gerenciar riscos, diversificar produtos e prover liquidez ao mercado, com o propósito de garantir segurança ao consumidor.

Transações de compra e venda de energia, geralmente, envolvem a movimentação de grandes montantes financeiros. Além disso, como a matriz energética brasileira é predominantemente hídrica, o preço da energia é muito volátil e depende de variáveis que envolvem alto grau de incerteza como os níveis de afluência e armazenamento dos reservatórios.

O valor da energia, na maioria dos casos, compõe uma parcela considerável do custo dos produtos e serviços vendidos pelas empresas. Com isso, é muito importante se proteger das grandes variações de preços que ocorrem no mercado de energia, pois podem interferir na composição de custos e margem de lucro das empresas.

A negociação de contratos de fornecimento de energia envolvem alguns riscos, dentre eles, a contraparte pode não entregar a energia contratada devido má formulação de estratégia de compra e venda. Há também o risco de crédito, ou seja, a contraparte pode não ter caixa o suficiente para honrar seus compromissos financeiros do contrato e, além disso, não conseguir apresentar garantias de pagamento.

Tais características trazem complexidade à comercialização de energia. Com isso, as atividades de uma comercializadora cujo foco é o consumidor são:

Atividades área de Front-Office

Portanto, a área do Front-Office está em contato com consumidores, geradores e outras comercializadoras constantemente. Com isso, as estratégias montadas de comercialização e gestão de riscos, além das atividades desempenhadas pela mesa de operações, são essenciais para a sustentabilidade de uma comercializadora.

Para as empresas, torna-se vantajoso firmar contratos de longo prazo com comercializadoras não apenas com foco no menor preço e na previsibilidade de custos. Pois, além das características de fornecimento, também é necessário considerar a solidez e experiência da contraparte com o objetivo de obter maior segurança e confiabilidade na contratação.

Texto elaborado pela Colaboradora Gessika Avelar.

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