CEO da Tradener fala sobre comercialização de energia no Fórum Nacional Eólico

O presidente da Tradener, Walfrido Avila, foi palestrante no 12º Fórum Nacional Eólico, no painel que abordou a Comercialização de Energia pelo Mercado Livre.

O presidente da Tradener, Walfrido Avila, foi palestrante no 12º Fórum Nacional Eólico, no painel que abordou a Comercialização de Energia pelo Mercado Livre. Saiba o que foi ponderado pelo CEO da Tradener.

Palestrantes:
•    Carlos Dornellas – Gerente Executivo de Segurança de Mercado e Informações, CCEE
•    Frederico Carbonera Boschin – Sócio da MBZ Advogados
•    Luciano Fabrício Tinoco de Oliveira – Gerente da Ag. Natal, Banco do Nordeste do Brasil
•    Walfrido Avila, CEO da Tradener

Mediação:
Elbia Gannoum – Presidente, ABEEÓLICA

Comentarista:
Rafael Araújo – Diretor Técnico de Energia Solar Fotovoltaica, CERNE 

Walfrido Avila comentou que ao longo do tempo observou que a Tradener não poderia ser apenas uma comercializadora de compra e venda de energias. Por isso, a empresa não só se fortaleceu no mercado de comercialização, mas ampliou a sua atuação oferecendo serviços para consumidores e geradores. 

Segundo Walfrido, os geradores hidráulicos têm muita dificuldade de entender o sistema e agora estão entrando as energias solares e eólicas no mercado livre. Porém, não é fácil entender o mercado livre, o ideal é ter comercializador varejista, deixando o mercado muito mais transparente e mais tranquilo para o consumidor receber o kWh para usar seus utensílios ou a indústria receber a energia com menos complicação.

O Grupo Tradener levou um tempo para entender melhor quais seriam os investimentos em PCHs. O Grupo comercializou 1270 MW médios para 750 clientes, sendo que o fundo de investimento em participações conta com 7 PCHs, que geram 128 MW; 5 eólicas, cuja geração é de 478 MW; e 2 UTEs (Usinas Termelétricas) com geração de 15 MW.

O Grupo notou que o consumidor deseja consumir kWh sempre que precisa. Se houvesse apenas uma fonte haveria dificuldade na comercialização para o consumidor final, disse Walfrido. Uma empresa que comercializa apenas energia eólica tem dificuldade na comercialização. Quando não há vento suficiente para gerar energia eólica, o que se faz? A diversificação ocorreu para atender melhor o nosso cliente e incluiu produtos para atender diferentes consumidores.

Segurança de mercado
Ele acredita que a energia eólica veio para ficar e está batendo recordes, no dia 02/12, gerou mais energia que a hidrelétrica de Itaipu. Tem dias que gera o dobro. Por isso, é necessário que exista segurança para os investidores. Por exemplo, o Banco Nordeste está trabalhando com o Grupo, em um projeto que colocou a 16ª máquina em operação, está praticamente pronto, mas o financiador necessita ter segurança. É um projeto com financiamento de mais de 10 anos e com PPA de mais de 10 anos também. O mercado já está pronto para atender o consumidor final, acredita o CEO.

O consumidor final já está entendendo que precisa comprar energia por meio de contratos maiores, de 3, 5, 7, 8, 10 anos. A Tradener tem consumidor final com 10 anos de contrato. É uma mudança que houve no setor elétrico brasileiro e que mostra que pela legislação há uma possibilidade de abertura nos próximos 3 anos, o mercado está maduro para isso. Agora, precisa ter uma sinalização para o investidor de que haverá segurança.
Walfrido costuma comentar que o Brasil tem condições de abrir o mercado livre de energia já na segunda-feira, ou seja, imediatamente.

Segundo Walfrido nos próximos 5 anos, o volume de energia eólica no Brasil praticamente duplicará.
 

Veja Também

%d blogueiros gostam disto: