Cenários de preço e tarifa de energia a partir de 2020

A última live do evento Agenda Setorial, realizada pelo Canal Energia, aconteceu no dia 21 de maio.

A última live do evento Agenda Setorial, realizada pelo Canal Energia, aconteceu no dia 21 de maio, com moderação de João Carlos Mello, Presidente da Thymos.

Palestrantes:

Climatologia em 2020 – Marcio Oliveira, Diretor Conmet

Perspectivas de evolução de preços no ACR – Helder Sousa Diretor de Regulação da TR Soluções            

Perspectivas de evolução de preços no ACL – Bruno Soares, Diretor da Ampere Consultoria

 

Debatedores:

Patrick Hansen, sócio da Dcide

Patricia Madeira, Diretora da Climatempo

Confira um resumo da discussão.

Bruno Soares demonstrou a situação crítica dos reservatórios na bacia do Sul, enquanto o Sudeste está em situação confortável.

Segundo ele, em relação aos preços da energia elétrica, antes do vírus Covid-19 o valor estava em torno de R$ 200,00/MWh, com a crise pandêmica o preço é de  R$ 100,00/MWh.

O momento é de grande incerteza, o ONS tem novos desafios na operação, em algumas situações, as alternativas escolhidas podem impactar os preços da energia no curto prazo.

Helder Sousa disse que a antecipação de recursos para as distribuidoras por meio do Decreto nº 10.350 dá fôlego financeiro para que atravessem essa crise. O risco financeiro de curto prazo deixa de existir com essa antecipação de receitas. Assim, as distribuidoras assumem diferenças financeiras para não onerar o consumidor.

No início do ano, sem conhecimento da crise, as projeções indicavam tarifas estáveis, sendo que a variação média seria de 7% para o consumidor cativo.

Helder observou que o mercado livre de energia está resolvendo todas as questões relativas a contratos de energia. Então, questionou, “por que não ser todos livres?”. Pontuou que a abertura do mercado é inevitável.

Segundo Patrícia Madeira, a situação do Sul é perturbadora. Apontou que em 2014, 2015 e 2016 não choveu no Sudeste, e dessa vez, o Sul foi penalizado. Ela acredita que não haverá em breve grande melhora para a região; embora não exista nenhum bloqueio, as chuvas não alcançam o Sul.

Não haverá formação do fenômeno La Niña no final do ano. A maior probabilidade é de El Niño.

Na opinião de Patrick Hansen, o Covid impactou a curva Forward. O Sul tem a pior hidrologia dos últimos 90 anos. O Sudeste consegue carregar o Sul, mas o contrário não é possível. O que acontecerá se houver descolamento?

Ele acredita que todos os consumidores podem ser livres. O atual cenário é oportuno para contratar energia em longo prazo, pois os preços de longo prazo têm menos volatilidade. É preciso encontrar oportunidades, o consumidor deveria enxergar com o olhar de oportunidades, disse ele.

João Carlos Mello informou que houve queda no consumo de 5 gigawatts com o Covid em relação à carga prevista no começo desse ano. O mercado de energia elétrica é o termômetro para a retomada da economia.

Marcio Oliveira mostrou-se preocupado com a incerteza das previsões meteorológicas e questionou sobre como será a entrada do período úmido. Ele acredita que mesmo com evento de chuvas, o mês de junho deve apresentar grande déficit.

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