Mercado livre de energia vê cenário do setor como incógnita

Uma incógnita. Esse é o pensamento que tem pairado no mercado livre de energia em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Uma incógnita. Esse é o pensamento que tem pairado no mercado livre de energia em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Assim como outros setores da economia, o segmento tem visto alguns números diminuírem, trabalha com renegociações e tem muitas dúvidas em relação a como será o futuro.

Um dos primeiros movimentos que esse mercado sentiu foi o de diminuição do consumo, fruto das reduções e paralisações de determinadas áreas como forma de enfrentamento à doença. Conforme destaca o vice-presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Frederico Rodrigues, o impacto varia de região para região e em diferentes proporções, mas tem trazido consequências.

“A retração econômica vai pegar todo mundo. O mercado de energia elétrica está diretamente associado ao desempenho das atividades industriais, comerciais. Atualmente, há os contratos entre os revendedores e compradores, que diminuíram o consumo. Está sendo feita uma série de negociações bilaterais em relação a isso. Há tentativas de encontrar soluções entre as partes. Existem muitos contratos sendo postergados”, relata ele.

Frederico Rodrigues ressalta que essa diminuição do consumo tem afetado o caixa das empresas. O presidente da CMU Comercializadora de Energia, Walter Fróes, também ressalta esse reflexo na situação financeira das organizações do setor. De acordo com ele, estão sendo feitas negociações, como o financiamento de pagamentos com pequenas correções a serem feitas mais para frente.

A questão, diz ele, é que, se a situação perdurar por muito mais tempo, os negócios poderão não mais ter caixa para isso. “Está sendo tratado caso a caso, mas o Brasil é um país pobre, precisa trabalhar”, pontua.

Oportunidades – Se, por um lado, há a baixa do consumo e impactos negativos, por outro, quem ainda não tem contrato no mercado livre de energia pode se interessar pelo setor. Frederico Rodrigues ressalta que o preço de liquidação de diferença está em seu valor mínimo no momento, embora não mencione que há uma corrida até eles.

“Quem quer fazer um contrato agora, dependendo do prazo, vai encontrar valores mais baixos. Com excesso de oferta, naturalmente o preço vai cair”, frisa.

Investimentos – Sobre como ficará o segmento daqui em diante, Frederico Rodrigues ressalta: é uma incógnita. No entanto, os investimentos não serão mais os mesmos, pelo menos por um período. “Os investimentos que estavam por acontecer deverão ser adiados. Para os que já estão em andamento, talvez não seja interessante parar”, afirma ele.

Walfrido Ávila, presidente da Tradener, primeira comercializadora de energia do Brasil, que tem vários negócios em Minas Gerais, também ressalta que o novo coronavírus (Covid-19) paralisou muitos investimentos.

“Praticamente todos os projetos pararam. Haverá um deslocamento no tempo, de investimentos e da disponibilidade da energia final”, destaca.

De acordo com Walfrido Ávila, poderá haver uma falta de disponibilidade energética, que acaba afetando o desenvolvimento do próprio País. “Quanto antes a gente voltar a trabalhar e colocar os projetos andando, mais disponibilidade teremos lá na frente”, ressalta.

Fonte: Diário do Comércio

17.04.2020

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