Tradener defende pulverização de contratos

Entrada de consumidores de menor porte deve pautar comercialização nos próximos anos, assim como o gerenciamento de contratos, que se tornará mais desafiador

A pulverização de consumidores e o gerenciamento do mix de contratos devem pautar o segmento da comercialização nos próximos anos, avalia a Tradener. Para o presidente da companhia, Walfrido Avila, “aproximadamente um terço (da energia) deve ser própria para poder melhor fazer a integração dos contratos”.

A empresa deteve nos últimos anos de 3% a 5% do mercado, percentual considerado saudável por Avila, pois respeita a pulverização que fomenta a competição e melhora ao nível dos preços e serviços.

É sob essa perspectiva que o executivo alerta para possíveis resultados da desestatização da Eletrobras: “hoje a gente vê a Eletrobras quase como um monopólio, pois ela domina o mercado, tem quase 50% da geração, por isso é importante vender para vários, se vender para um só vira um monopólio privado”, complementa o executivo.

Sobre a esperada abertura definitiva do mercado livre, considerando que atualmente apenas 26% dos consumidores estão aptos a participar por força da regulamentação vigente, caso tivesse sido implantada desde os primórdios, a economia gerada provavelmente chegaria à marca de R$ 400 bilhões.

“Hoje se fala em mais de R$ 100 bilhões em benefícios que o mercado livre traz ao consumidor em relação ao cativo. Por que não extrapolou? Ficou só em 26% de beneficiados”, diz Avila.

Fonte: Brasil Energia

Veja Também

%d blogueiros gostam disto: