Aneel vê efeito positivo para setor de energia

Aneel vê efeito positivo para setor de energia

Diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), porém, avaliaram positivamente o pacote de incentivo a infraestrutura e esperam que as regras abram espaço para que os empreendimentos de transmissão de energia elétrica possam emitir debêntures (títulos de dívida corporativa) incentivadas. Os leilões recentes de linhas de transmissão tiveram muitos lotes sem oferta e diversas empresas do setor passam por dificuldades financeiras.
 
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que o pacote é importante para novos empreendimentos e para "revitalizar" a saúde econômico financeira de agentes do setor, principalmente da área de transmissão. Tiago Correia, diretor da Aneel, disse que há previsão de investimentos de R$ 30 bilhões em linhas neste ano, o que implica um problema de capacidade financeira. ? As medidas anunciadas podem ser o que faltava para um ou outro projeto que estivesse com um nível de rentabilidade um pouco mais justo se tornar realidade.
 
De uma maneira geral, a volta do BNDES como financiador e a notícia das debêntures foram positivas, porque temos um portfólio muito grande de projetos ? afirmou Correia. No início do ano, o Ministério dos Transportes recebeu grupos de investidores e potenciais investidores do setor, que apresentaram os modelos de financiamento com os principais gargalos para os projetos de concessão na área.
 
Os financiamentos de longo prazo para rodovias já leiloadas também atrasaram muito, afetando o ritmo dos projetos. Carlos Eduardo Lima, diretor-executivo da Associação de Empresários de Obras Públicas (Apeop), disse que o pacote demonstra "o grau de dificuldade" do governo para obter investimento: ? São medidas positivas para tentar estimular os investimentos, mas a insegurança para entrar em projetos de prazo longo é muito alta.
 
Lima considera que, simultaneamente ao pacote, o governo deveria rever o processo de concessões para atrair empresas de diferentes portes: ? Os projetos precisam ser repensados e refeitos. Até porque as grandes empresas de infraestrutura estão na Lava-Jato.
 
Fonte: O Globo (09/03/2016)

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