Estadão PME: Mercado Livre de Energia

Tempo médio para aderir ao novo modelo, associado às regras de permanência, são tidos como fortes entraves

Mercado livre de energia: burocracia na migração é a principal queixa dos empresários ? 28/01/2016
Fonte: Estadão PME

Se o valor da conta e o estabelecimento de um ambiente mais previsível de negócios empurra o empresário em direção ao mercado livre de energia, a burocracia para a migração, associada às regras de permanência no modelo, são tidas como fortes barreiras para sua ampla expansão no Brasil.

A empresa que pensa em ingressar no mercado livre enfrenta imediatamente um desafio: a demanda mínima de 500 kW, exigência que fecha as portas para a maioria dos interessados.

?Energia livre é um negócio para indústrias de pequena para média apenas. E isso é uma oportunidade perdida, muita gente fica de fora?, afirma Walfrido Avila, presidente da Trade Energy. ?Países como Itália abriram o mercado para 100% dos interessados em energia livre muito rapidamente. Não entendo porque não fazemos o mesmo aqui?, observa ele.

O empresário também vê como empecilho a regra que não garante o retorno da energia livre para o modelo regulado antes de completados cinco anos da migração. ?Isso realmente preocupa o mais conservador?, destaca Adriana Luz, que faz a gestão de clientes na Ecom.

Mas na opinião de Marcoabel Moreira, que dirige uma fabricante de pastilhas de freios em Indaiatuba, no interior de São Paulo, a burocracia para a migração do modelo cativo para o livre é o grande desafio. ?Nós demoramos alguns meses para concluir o processo. É muito burocrático?, afirma ele, que além de negociar a saída do sistema cativo, ainda precisou passar pela análise da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e abrir uma conta bancária para centralizar o pagamento da conta de luz.

?A decisão de mudança é respaldada no custo mesmo, que é menor?, diz Moreira, que recentemente renovou o contrato de fornecimento por um ano ? ele paga hoje R$ 155 por MWh, 60% mais barato que o que pagaria no mercado cativo. ?Nós começamos a cotar por R$ 320 e resolvemos arriscar um pouco mais e segurar a compra, acreditando na baixa do valor devido ao volume de chuvas?, diz.

A estratégia de Marcoabel Moreira, no entanto parece conservadora perto do que tem feito Pedro Saltorelli, da confecção Saltorelli. Ele não compra contratos de energia futura, prefere pagar o preço negociado no dia, o chamado PLD, arriscando-se às variações de mercado.

?Pode subir muito, como pode cair muito. Eu posso pagar mais caro que a cativa, mas eu acredito que o momento é de baixa e estou pagando, por mês, R$ 50 por MWh. É arriscado e acho que o preço atual já está muito baixo. Então devo assinar um contrato para pagar R$ 140 por MWh?, diz.

.:.PARA ENTENDER.:.

Demanda mínima ? A demanda mínima para se enquadrar nos pré-requisitos de migração para o mercado livre é de 500 kW. Em alguns casos, é possível somar as demandas de várias unidades do mesmo grupo. Por exemplo, se existem unidades de uma mesma empresa na mesma região, com a mesma raiz de cnpj, é possível somar as demandas e migrar.

Período de carência – O empresário deve ficar atento com o prazo de retorno para o modelo cativo, que não é imediato. Após a migração, as distribuidoras não são obrigadas a aceitar de volta o negócio, no padrão regulado, antes de cinco anos.

Tempo de migração ? Outro ponto de atenção é quanto à burocracia de migração. É preciso atentar-se ao tempo de contrato assinado com as distribuidoras no modelo cativo. Em geral, leva-se de 60 dias até seis meses.

Veja também

Setor Energético

20.05.22

Chuvas de março melhoram afluência da região Sul

Na Mídia

17.05.22

Barra Bonita é destaque em jornal Gazeta do Povo do PR

Geral

04.05.22

Tradener investe em energia limpa e renovável para um mundo em transformação

Setor Energético

28.04.22

Brasil alcançou a 6ª posição em ranking de energia eólica

Geral

27.04.22

Mês da criatividade e inovação com protagonismo da Tradener

07.04.22

Cidade de Pindaí onde empresa do grupo tem parque eólico celebra 60º aniversário

Setor Energético

23.03.22

Como a meteorologia impacta os preços da energia elétrica no Brasil?

Press Release

22.03.22

Tradener propõe Plano Nacional de 100 PCHs com geração de até 1 milhão de empregos

Press Release

22.03.22

Tradener fecha contrato inédito com a YPFB para trazer gás natural boliviano ao Brasil.

Press Release

22.03.22

Tradener cresceu quase 60% suas vendas de energia em MWh em 2021

Press Release

22.03.22

Tradener aumentou em 103% sua compra de energia no longo prazo.

Setor Energético

22.03.22

A importância da água na geração de energia elétrica.

Setor Energético

15.03.22

O que esperar da micro e mini geração distribuída x incentivos e crescimentos projetados?

Gás

07.03.22

Tradener fecha contrato inédito com a YPFB para trazer gás natural boliviano ao Brasil.

Setor Energético

22.02.22

PDE 2031: qual é a tendência da Matriz Energética Nacional para a próxima década?

Geral

17.02.22

Sua empresa está preparada para descarbonizar?

Setor Energético

10.02.22

Como está o processo de geração de energia eólica em mar brasileiro?

Setor Energético

09.02.22

A influência das chuvas na geração de energia eólica

Setor Energético

02.02.22

Energia Renovável no Brasil, o que esperar para os próximos anos?

25.01.22

Parabéns, São Paulo da garoa, da terra boa e da energia solar!

Geral

10.11.21

Como é o mercado de trabalho no setor de energia?

Mercado Livre

11.08.21

Como alcançar mais previsibilidade na fatura de energia elétrica?

Geral

25.03.21

Energia Eólica no Brasil e no mundo

%d blogueiros gostam disto: